Get down! Everybody's gonna' leave their seat...
You gotta' lose your mind in SL ROCK CITY!
O que acontece quando a falta de oportunidade e a vontade de tocar se unem? Poxa, a gente cria! Nascia uma idéia de produzir um festival. Começou com o plano de fazer alguma coisa na casa de alguém, bem meia-boca mesmo. Com bebida e bandas tocando, total "Sexo, drogas e Rock'n'Roll". Mas a idéia foi amadurecendo e a Máfia tomou conta do negócio. Com três mulheres no poder quem disse que a coisa não vai pra frente?! Fizemos o projeto por escrito e foi aprovado. Claro que os caras da prefeitura foram um pouco enganados, acreditavam ser uma coisa cultural, bem, hm... comportada.
"Síntese do Projeto: Visa a difusão dos estilos musicais rock’n’roll e blues, através de apresentações de bandas regionais."
Com o lugar liberado fomos atrás das bandas, dos equipamentos, patrocínio, cuidamos da parte de divulgação, pontos de venda para os ingressos, contratamos segurança, conseguimos design, cartazes, ingressos feitos na gráfica e tudo de melhor que pudemos fazer.
6 bandas: BACKSTAGE (Rock'n'Roll), Jack Alambique (Rock'n'Blues), Odor Alcoolico/Velhas Virgens Cover (que infelizmente foi cancelado na última hora), Bru e Eddy (Folk), Funhouse (Rock'n'Roll), e Suicide Ox (poxa, eles tocam Bon Jovi, Smoke on the Water, Bon Jovi... e Bon Jovi também).
Marcado para o dia 4 de Julho na Casa da Cultura.
Mandamos ver nos ensaios e todos estavam com a empolgação borbulhando no sangue. O grande dia se aproximava e o *Frio no Strombo só aumentava.Decisões e ajustes do festival eram feitos através de bilhetinhos trocados na aula. Prestar atenção? é para os fracos!
03 de Julho, passagem de som. Era dia também da entrega do trabalho de profissões, Oh God, acho que nunca fizemos alguma coisa tão porca na vida, capa feita a lápis, uma porcaria. Mas o foco era no festival. Passamos na padaria, compramos algumas Heinekens e fomos pra casa da Cultura. Mari foi pra rádio dar entrevista. Ui, tamo pop! Tudo indo bem, colocamos a bandeira atrás do palco, nossa gigante de infinitos metros quadrados que demoramos 2 dias pra fazer, decoramos, tiramos as cadeiras, organizamos o Backstage. Aí chega o Gilson.
"-Gente, se você não tiverem um multi-cabo vocês tão 'dend'água'. "
"-Se você não arrumares tal coisa, podem esquecer."
"-Se não tiverem aquilo, vai ficar tudo uma porcaria."
Holy Shit, nunca fiquei tão apavorada na vida. A concentração de adrenalina no sangue ia se multiplicando a cada segundo que passava. 90% das coisas eram exageiros e conseguimos resolver tudo numa boa, sem multi-cabos, sem porra nenhuma.
04 de Julho de manhã. Todos estressados. Alex (o cara que cuida da Casa da Cultura e ficou encarregado de abrir as portas) estava TRÊS horas atrasado. Uma entrada para microfones não funcionava e qualquer um quer falasse comigo ia receber como resposta um berro e um "SAI DAQUIIIIIII!". Mari parecia uma criatura evil das profundezas soltando chamas pela boca de tão nervosa. Uma das bandas diz que ia desistir porque o baterista não iria mais tocar, Felépe implicando com a posição da bandeira pq queria que ela ficasse na frente e não atrás. Uma mulher do apartamento de cima desce e diz que vai chamar a polícia se o som ficasse daquele jeito na hora do evento. God Damned, vai dar tudo errado AGORA?!?!?!?!?! E eis a resposta: não. Foi só mesmo pra dar aquela emoção, aquela sacudida. A banda conseguiu outro baterista que conhecia as músicas, chegamos a um acordo em relação a bandeira, ligamos pra polícia e fizemos eles nos garantir que o máximo que fariam era pedir para abaixar o som. Tudo certo.
Fomos pra casa, 1 hora pra tomar aqueeele banho e ficar Rock'n'Rollamente linda.
Back. As 3 mafiosas com o "uniforme da organização". A calça de couro, a blusa do SL Rock City por cima e as botas estilo Mötley Crüe.
5 horas. "Portões" abertos, som do CD rolando (gravamos uma coletânea com 4 CD's especialmente pro festival. Adiquira já a sua por apenas 9,99!), pessoas chegando. Gente que eu conhecia, gente que eu não conhecia, gente que eu nunca tinha visto... Tudo lindo! Energia perfeita.
Subimos ao palco para a abertura. Breaking The Law ecoa nos alto-falantes. No meio da música uma microfonia absurda tira o tesão de tocar, a caixa de retorno tinha caído (no pé da minha mãe, que teve que ir pro hospital e voltou pra casa com ele engessado). Tragédias à parte, o show continua. Funhouse no palco.
Felépe - guitarra / Léo - guitarra / Rayan - baixo / Dark - vocal / William - bateria

Era nossa vez, mas o Abraham não havia chegado. Não iríamos tocar sem o nosso mestre presente. Colocamos uma fantasia de porco no nosso querido Mello e apertamos o PLAY. "Abre essas pernas pra mim baby, to cansado de esperar..." Era a voz do Paulão e aquela guitarra blues que só o Velhas Virgens tem. Nenhuma música combinaria melhor com o momento do que aquela. Porco Mello começa uma dança bizarra, uma interpretação um tanto erótica e logo as pessoas começam a subir no palco. Fez um pseudo-ritual de acasalamento com uma garota que estava lá em cima. Foi putaria total, e acima de tudo, ENGRAÇASÍSSIMO! Momento sex suino, melhor parte, sem dúvida!
(Continua)
*Frio no strombo: Medo, ansiedade, nervoso, segundo a Máfia. Origem: Strobo - Máquina de soltar fumaça para efeitos especiais. - Strobo parece strombo, que lembra estômago que lembra barriga. Frio no strombo, frio na barriga.
-Postado por Stess-


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