Era uma quarta feira, um dia tenso porque no dia seguinte teríamos uma daquelas provas que só o "Chico Xavier" resolve. Mari estava concentrada nos mols qdo o celular tocou.
-Alô?
-Oiiiii Maaaaaaaaaari! aqui é o Douglas de Cambuquira!
-Douglas?
-É, eu sou sócio do bar da Simone, a gente queria que vocês tocassem aqui no sábado, topam?
Momento de frio no strombo. Nessa hora tem sempre um capetinha e um anjinho: o capeta diz que sim e o anjinho diz que não. Mas é claro, escutamos o capeta e sim baby, iríamos tocar no sábado, só não sabíamos como. Na quinta já estávamos com 15 músicas tiradas e na sexta ensaiando. No sábado combinamos de repassar as músicas de tarde, até que na hora do ensaio descobrimos que teríamos que pegar a bateria na puta que pariu, e detalhe: a pé. Um sol do caralho, uma fome desgraçada e cada um com uma parte da bateria maior que uma pessoa. Banda de pobre é foda, o que um carro não faz nessas horas... Depois de muito stress todos foram pra casa e 6h todos esperando a van. Arranjamos um motorista rock'n'roll e ao som de Black Sabbath e da gaita do nosso amigo Jordão, partimos.
Pousada da Fonte. Esse era o nosso destino. Um bar no meio da estrada com um ar meio rústico, uma parada no meio do mato mesmo. Quando chegamos aparece uma mulher meio hippie e um cara meio "Cazuza". Fomos parar no refúgio dos hippies hahaha. Enquanto os homens assistiam futebol, nós fomos pra sinuca.
Devia ser quase meia noite e o bar começou a encher, a lotar, literalmente entupir de gente. Foi aí que Backstage entrou em ação. Ok girls, Let's fucking go!
Abrimos com Whole Lotta Love, a galera toda levantou das mesas e foi parar lá na frente. You need cooooling, baby!! Foi uma sensação louca de alívio por estar dando tudo certo, de loucura por estar louca, de felicidade por estar ali, uma adrenalina que não tem
explicação, só quem faz e sente o rock'n'roll pode saber. Depois um blues: She's got the jack! We got the jack, baby! Nada como a sensualidade do blues para mexer com a alma de qualquer um. Rolou Twister Sister (com dancinha especial da Academia da Mari), The Doors, Sabbath, Barão... E todo mundo entrava na roda. Aqueles improvisos que são pra ser de 2 minutos, mas sem querer se transformam em 10.
A cada gole de cerveja, a cada bend, a cada virada da bateria, a cada grito no microfone eu tinha mais certeza de que aquele era o dia mais feliz da minha vida. Tocar com as pessoas que eu mais amo e para os fiés fãs do rock'n'roll. Let it roll all night long!
Foram 3h de show. Apesar da vontade de não parar, o cansaço foi maior. Juntamos nossas coisas fomos pra van. Enquanto a Mari dava uma de sumida e o motorista que estava bêbado, repito, BÊBADO, pegava a mulher no mato, eu sentei na estrada com o Rodrigo e o Zeca e ficamos discutindo algumas maluquices. Depois do aparecimento de todos e do estado do motorista ter melhorado um pouquinho, fomos embora de vez. E voltamos então ao som da coletânea do SL Rock City pensando na noite mais louca de todas.
Temos que agradecer ao Jordão que apesar do pouco tempo de convivência, foi um puto amigo pra gte. Valeu demaaais a despedida! Ao Delsinho que foi o nosso empresário, e que se não fosse ele nada disso teria acontecido. Nosso eterno fã :D
Ao William que quebrou um galho na batera pra gente e a todo mundo que conhecemos lá...Gabby, Zack, Rodrigo, Robson, valeu msm! E Eriiiiich, desculpa pela bateria! kkkkkk
" ... A nossa vida é o rock'n'roll ... "
-Postado por Amanda-
-É, eu sou sócio do bar da Simone, a gente queria que vocês tocassem aqui no sábado, topam?
Momento de frio no strombo. Nessa hora tem sempre um capetinha e um anjinho: o capeta diz que sim e o anjinho diz que não. Mas é claro, escutamos o capeta e sim baby, iríamos tocar no sábado, só não sabíamos como. Na quinta já estávamos com 15 músicas tiradas e na sexta ensaiando. No sábado combinamos de repassar as músicas de tarde, até que na hora do ensaio descobrimos que teríamos que pegar a bateria na puta que pariu, e detalhe: a pé. Um sol do caralho, uma fome desgraçada e cada um com uma parte da bateria maior que uma pessoa. Banda de pobre é foda, o que um carro não faz nessas horas... Depois de muito stress todos foram pra casa e 6h todos esperando a van. Arranjamos um motorista rock'n'roll e ao som de Black Sabbath e da gaita do nosso amigo Jordão, partimos.
Pousada da Fonte. Esse era o nosso destino. Um bar no meio da estrada com um ar meio rústico, uma parada no meio do mato mesmo. Quando chegamos aparece uma mulher meio hippie e um cara meio "Cazuza". Fomos parar no refúgio dos hippies hahaha. Enquanto os homens assistiam futebol, nós fomos pra sinuca.
Devia ser quase meia noite e o bar começou a encher, a lotar, literalmente entupir de gente. Foi aí que Backstage entrou em ação. Ok girls, Let's fucking go!
Abrimos com Whole Lotta Love, a galera toda levantou das mesas e foi parar lá na frente. You need cooooling, baby!! Foi uma sensação louca de alívio por estar dando tudo certo, de loucura por estar louca, de felicidade por estar ali, uma adrenalina que não tem
explicação, só quem faz e sente o rock'n'roll pode saber. Depois um blues: She's got the jack! We got the jack, baby! Nada como a sensualidade do blues para mexer com a alma de qualquer um. Rolou Twister Sister (com dancinha especial da Academia da Mari), The Doors, Sabbath, Barão... E todo mundo entrava na roda. Aqueles improvisos que são pra ser de 2 minutos, mas sem querer se transformam em 10.A cada gole de cerveja, a cada bend, a cada virada da bateria, a cada grito no microfone eu tinha mais certeza de que aquele era o dia mais feliz da minha vida. Tocar com as pessoas que eu mais amo e para os fiés fãs do rock'n'roll. Let it roll all night long!
Foram 3h de show. Apesar da vontade de não parar, o cansaço foi maior. Juntamos nossas coisas fomos pra van. Enquanto a Mari dava uma de sumida e o motorista que estava bêbado, repito, BÊBADO, pegava a mulher no mato, eu sentei na estrada com o Rodrigo e o Zeca e ficamos discutindo algumas maluquices. Depois do aparecimento de todos e do estado do motorista ter melhorado um pouquinho, fomos embora de vez. E voltamos então ao som da coletânea do SL Rock City pensando na noite mais louca de todas.
Temos que agradecer ao Jordão que apesar do pouco tempo de convivência, foi um puto amigo pra gte. Valeu demaaais a despedida! Ao Delsinho que foi o nosso empresário, e que se não fosse ele nada disso teria acontecido. Nosso eterno fã :D
Ao William que quebrou um galho na batera pra gente e a todo mundo que conhecemos lá...Gabby, Zack, Rodrigo, Robson, valeu msm! E Eriiiiich, desculpa pela bateria! kkkkkk
" ... A nossa vida é o rock'n'roll ... "
-Postado por Amanda-




Mandamos ver nos ensaios e todos estavam com a empolgação borbulhando no sangue. O grande dia se aproximava e o *Frio no Strombo só aumentava.


